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História do Óleo de Oliva

O Uso do Óleo / Azeite  de Oliva

O óleo de oliva já era consumido há milhares de anos e muito se discute a respeito de sua origem. Em vários sítios arqueológicos, foram encontrados vestígios de seu uso em fragmentos de ânforas, pinturas, câmaras mortuárias de diferentes civilizações antigas como: Egípcia, Suméria, Hitita, Persa, Grega, etc.

O consumo do óleo de oliva no Império Romano era restrito às classes mais abastadas. Nos banhos romanos, o óleo de oliva integrava os rituais de saúde e beleza. Os nobres romanos massageavam a pele com ele, sem enxaguá-lo ou removê-lo. Como o óleo nunca era enxaguado, relata-se que estes tinham uma pele maravilhosa, graças às poderosas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do óleo de oliva. O Monte Testaccio, em Roma, é uma prova importante do consumo deste produto. A colina artificial feita pelo depósito de mais de 25 milhões de ânforas, descartadas no período romano entre os séculos I e III d.C. , é o maior sambaqui do mundo clássico, com mais de 40 m de altura e 20.000 m² na base.

O Monte Testaccio é uma formação de ânforas de óleos de olivaVista aérea do Monte Testaccio, estima-se que 25 milhões de ânforas de óleo tenham sido descartadas ali, formando um relevo na paisagem da cidade de Roma.

Entre os séculos VII e III a.C, o óleo de oliva já era estudado por filósofos, médicos e historiadores, da época, devido as suas propriedades benéficas à saúde. Muitos mitos surgiram, principalmente para explicar a sua origem e os poderes curativos do óleo sagrado, como era designado. Há milênios o óleo de oliva fascina os homens.

A Mitologia do Óleo de Oliva

Os egípcios atribuíram a Isis a invenção da extração do óleo da oliva. Nesta civilização, além dos usos tradicionais, também foi muito utilizado para fins estéticos para amaciar os cabelos e pele.

Na Grécia, um mito relata que dois deuses do Olimpo, Athena e Poseidon, entraram em conflito porque cada qual queria que a cidade recém “fundada” levasse o seu nome. Para resolver tal impasse, Zeus interveio e os desafiou pedindo que cada um criasse algo que seria de muita importância para a humanidade. Foi assim que Poseidon, com seu tridente, bateu em uma rocha, criando o cavalo. Athena fez nascer uma árvore, a princípio de aparência singela, mas quase imortal. Seus frutos poderiam ser usados como fonte de alimento, luz, calor e cura de males. E assim, o tribunal dos deuses nomeou Athena como vencedora e a cidade chamou-se Atenas.

Em Roma, existem vários mitos em torno da oliveira. Um dos mais conhecidos é de que Rômulo e Remo teriam nascido debaixo de uma oliveira.

Até mesmo na bíblia a oliva teve sua importância destacada. Como está descrito no livro de Gênesis, depois do fim do dilúvio Noé envia uma pomba para se certificar de que havia terra novamente. No primeiro dia, a pomba retornou sem nenhum sinal. No segundo dia, o mesmo ocorreu. Somente no terceiro dia, ela trouxe, preso ao bico, um ramo de oliveira. Era sinal de que, finalmente, depois de muito tempo de dilúvio, as águas baixaram e havia terra:

“...E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.” — Gênesis 8:11

Origem do Cultivo

A oliveira selvagem, cientificamente denominada de Olea europaea L., se originou na Ásia Menor onde era extremamente abundante e crescia em florestas densas. Ela parece ter se espalhado a partir da Síria, para a Grécia, através de Anatólia. Outras hipóteses apontam para Baixo Egito ( Núbia e Etiópia), as Montanhas Atlas ou a determinadas zonas da Europa como a sua área de origem. Pode, ainda, ter se originado da bacia do Mediterrâneo e Ásia Menor, onde possivelmente seja o local de nascimento das espéces de oliveiras que eram cultivada há seis mil anos. Os assírios e babilônios eram as únicas civilizações antigas que não estavam familiarizadas com a árvore sagrada.

Tomando as áreas que se estendem do sul do Cáucaso para o planalto iraniano e as costas mediterrânicas da Síria e da Palestina (Acerbo) como o lar original da oliveira, o seu cultivo desenvolveu-se, consideravelmente nestas duas últimas regiões, espalhando-se a partir daí para a ilha de Chipre e em direção da Anatólia ou da ilha de Creta.

No século 16 a.C, os fenícios começaram a divulgar o óleo ao longo das ilhas gregas, depois de introduzi-lo para o continente grego entre os séculos 14 e 12 a.C.. Neste continente, seu cultivo aumentou e ganhou grande importância no século 4 a.C, quando Solon emitiu decretos regulamentando o plantio de oliveiras.

Etimologia:  Óleo ou Azeite?

Óleo: A palavra óleo, elaion em Grego e oleum em Latim, em sua origem referenciava ao sumo de um fruta a qual era utilizada como alimento, iluminação e medicamento.  A árvore passou a ser chamada de árvore do óleo e a palavra latina oliva passou a se referir ao seu fruto. Quando os árabes chegaram à Europa, introduziram a palavra az-zait, para designar o suco da oliva, o qual passou a ser utilizado nos vocábulos latino como: azeite.

O óleo da oliva é o único óleo vegetal extraído de uma fruta e não de sementes, como as de girassol, canola (coza) e soja.

A exemplo do vinho, o óleo de oliva extra virgem pode ser MONOVARIETAL ou “BLEND”, ou seja, feito com um só tipo de oliva ou feito com vários tipos de oliva. A variedade da oliva, juntamente com a maturidade do fruto, colheita, tempo de processamento e armazenamento irão definir o sabor e o aroma de um bom óleo.

Imagem das olivas maduras e verde e seu ramoOliva: é a fruta da oliveira de onde o óleo é extraído. Por influência do idioma árabe também é denominada de AZEITONA. O fruto é mais conhecido em sua fase e coloração verde, mas apresenta coloração escura quando está na fase madura.

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